Segunda Reunião do Fórum Permanente de Música de Alagoas - Início

 


FÓRUM PERMANENTE DE MÚSICA DE ALAGOAS

 

 

Reunião do dia 08/12/2004

 

Presentes: Jr. Almeida -  Cantor  e Compositor;

Felipe (estagiário de música do SESC);

Tony Câmara – Cantor e compositor – representando a AMUSA;

Macleim – Cantor, compositor e produtor musical;

Arthur Costa – Cantor e membro da AMUSA;

Alan Bastos – Cantor  e membro da AMUSA;

Osman Araújo – Cantor e compositor;

Ivan Barsand – Coro Embracanto

Felix Baigon – Contrabaixista, produtor musical (técnico de música do SESC).

 

A reunião começou com um relato do Felix Baigon sobre a sua visita a AMUSA na segunda-feira, dia 06/12, quando foram debatidas diversas questões e foi lida a pauta do encontro Nacional do dia 21/12 em São Paulo, ficou acertado que a AMUSA irá formar um grupo para trabalhar com as questões ligadas a OMB, a criação de uma tabela de cachês para os músicos que atuam nos diversos segmentos em Alagoas (bares, restaurantes, shows, gravações etc) e difusão da produção alagoana nas rádios.

 

Voltando à reunião do dia 08, foram citadas as decisões judiciais nos estados do Acre, Paraná e Pernambuco, onde os músicos podem tocar livremente sem ter que apresentar a carteira para os fiscais da OMB. Isso valendo para músicos locais ou aqueles que vêm para tocar com os artistas consagrados.

 

Felix Baigon propôs a obtenção da cópia de uma dessas ações para um estudo posterior e um encaminhamento a AMUSA para debate e providências;

 

Como Pernambuco está com ação na justiça, foi lembrado que na próxima terça-feira haverá um fórum  com a participação de representantes do Minc, onde será possível solicitar a cópia da ação.

 

Foram citados os eixos de discussão do Encontro Nacional, quando optamos por focar nosso trabalho em apenas 03 deles:

01 – Educação e formação musical;

02 – OMB;

03 – Fomento e difusão (meios de comunicação);

 



 Escrito por Sóstenes Lima às 19h18
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Segunda Reunião do Fórum Permanente de Música de Alagoas - Parte 2

Foi comentado que não adianta discutirmos a atuação do Ecad, comercialização e distribuição, pois em Alagoas não temos gravadoras, selos e outros braços da cadeia produtiva, como no sudeste. Dos presentes, o cantor Osman foi o único que disse que tem suas músicas editadas, comentamos que Carlos Moura e Eliezer também, o compositor Macleim, por exemplo, tem suas músicas editadas na Europa, isso é incrível! Seria falta de interesse das editoras ou contingência do destino?

Na questão da falta de inserção da produção alagoana nas rádios, foi lembrada a lei criada pelo Governo do Estado que previa a obrigatoriedade dos veículos executarem 20% da programação com artistas locais ou seria retirada a verba para divulgação de mídia institucional do Governo.

 

Falou-se de um café da manhã do Secretário de Cultura com os diretores de programação das emissoras, onde ficou acertado o cumprimento da lei, só que até agora nada foi feito e a “LEI”  dorme feliz na gaveta de alguma Secretaria de Estado.

Ivan Barsand, sugeriu que convidássemos o Secretário de Cultura e o Secretário de Comunicação para um debate no próximo fórum alagoano.

 

Segundo o Macleim, está sendo criado um selo de qualidade cultural para as emissoras que incluírem os artistas alagoanos em suas grades de programação.

 

Felix Baigon comentou que uma medida muito boa, mas que as autoridades precisam rever os critérios para a concessão de emissoras. Quem lê o projeto antes da concessão, não acredita no fim que é dada a mesma. Nada é feito em prol da comunidade, confundem inclusão social com o acesso ao que de pior é produzido, em termos de música, no Brasil. Como pode um país que tem um potencial cultural estupendo ficar restrito a essa produção medíocre?

 

Felix Baigon citou ainda um exemplo de como o artista alagoano é explorado quando algumas redes promovem shows “beneficentes”, em prol de desabrigados, miseráveis vindos da seca ou outros e saem em busca dos artistas para atrair público, já que a entrada é um donativo.

 Isso se configura um contra - senso, já que servimos muito bem para esse fim, mas no entender dos programadores não apresentamos qualidade para tocar na grade. 



 Escrito por Sóstenes Lima às 19h13
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Segunda Reunião do Fórum Permanente de Música de Alagoas - Parte 3

 Macleim sugere uma mudança ou extinção das rádios que só tocam um estilo de música, como aquelas via satélite que  trazem sua programação enlatada para os municípios, a pergunta é: qual o benefício que esses veículos trazem à comunidade? Em alguns casos, não servem nem para o ouvinte saber a hora, já que informam o horário do seu estado de origem.

 

Felipe disse que os alunos de música da UFAL – Universidade Federal de Alagoas, estão criando um núcleo de pesquisa da música popular alagoana.

 

Osman citou um projeto com artistas locais realizado por uma escola de ensino fundamental que o convidou para tocar para os alunos,  para sua surpresa todos cantavam suas canções - a professora havia realizado um trabalho de audição dos seus cds anteriormente. Ou seja, sem trabalho isso não seria possível, já que as coisas não caem do céu.

 

Júnior Almeida propôs a criação de um projeto que provoque um intercâmbio entre as regiões. Estamos ao lado de Pernambuco, Sergipe, Paraíba e Bahia e poucos artistas desses estados vêm tocar por aqui e vice e versa.

Comentou, ainda, a necessidade de se criar mitos locais, o artista primeiro acontece em sua região, para depois ser apresentado aos outros povos.

Lembrou o novo projeto do Lenine, totalmente produzido na França e bancado pelo Governo de Pernambuco.

 

Em Alagoas, poucos projetos têm patrocinadores ou algum tipo de apoio.

 

Macleim comentou que em Alagoas os músicos se profissionalizaram e os produtores perderam o bonde. Não avançaram em termos de visão e qualidade. Faltam produtores que saibam formatar bons projetos e que invistam na produção local a longo prazo.

 

Citou também que em 2001, o Governo de Pernambuco trouxe diversos produtores europeus para ver o circuito do Carnaval Pernambucano e que, no ano seguinte, diversos artistas estavam em tournée pela Europa, graças à visão desses produtores, que identificaram naqueles artistas qualidade e perspectivas de gerar negócios, apresentando esses trabalhos para diversos mercados através dos festivais. Todos saem ganhando com iniciativas como essa.

 

Foi encerrada a reunião e firmado o compromisso para a próxima na terça-feira, após o projeto Sonora Brasil no Teatro Jofre Soares no SESC Centro.



 Escrito por Sóstenes Lima às 19h10
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Imperdível - Lançamento de coletânea da atual música alagoana



 Escrito por Sóstenes Lima às 19h00
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Fórum Permanente de Música de Alagoas - Final


Volusir  Câmara – sugere um diagnóstico dos problemas no estado com urgência e a escolha dos delegados de cada grupo para tratar da sua resolução. 

Tony Câmara pede a palavra e faz um discurso inesperado falando da vida e obra da Madre Teresa de Calcutá e é aplaudido pela postura espiritualista e corajosa, aproveitou e fez um convite para todos os músicos participarem da próxima reunião da AMUSA, terça feira dia 07/12;

Rui Câmara pede a palavra e contesta o tempo de dois minutos estipulados para cada pergunta alegando que o companheiro Macleim havia falado 3 minutos e 40 ao formular uma pergunta, ao iniciar sua fala é interrompido pelo compositor Deyves que pede a todos os presentes  que só assuntos pertinentes a reunião fossem colocados em pauta. O compositor Sóstenes Lima também se manifesta a favor da idéia e é iniciada uma calorosa discussão entre Rui Câmara e Deyves, com pedidos de cala a boca daqui, cala a boca dali e outros insultos leves, dentro de um respeito só encontrado em Londres e em fóruns dessa qualidade; 

Pausa para respirar, somos salvos pelo Coral Embracanto que convidado pelo Felix Baigon para fazer o bota fora do Maestro é chamado às pressas para um número musical.O grupo cantou Alagoas do sempre ausente Djavan para alívio de todos, num arranjo muito interessante e envolvente do Maestro Washington Oliveira;

Depois de uma grande ovação o Maestro Amilson Godoy pede a palavra e afirma que “esse é o primeiro coral que suinga”, para o delírio de todos; 

Felix Baigon diz que odiava corais, até conhecer o Embracanto e se apaixonar pelo talento e o jeito aparentemente irresponsável como eles levam a carreira;  

De volta  aos debates Macleim perguntou como podemos nos alinhar diretamente com as propostas de São Paulo? 

O Maestro falou que basta visitar o grupo de discussão de São Paulo ou entrar em contato com ele via e-mail; 

Regina Cajazeira colocou a questão dos prazos e sugeriu que os grupos sejam formados com urgência, se possível na próxima reunião, dia 08/12.   

Cícero propôs a presença de um representante de cada estado na câmara nacional. 

Sóstenes coloca a possibilidade de criar um blog e colocar à disposição do fórum, Felix Baigon sugere a criação de um grupo de discussão semelhante ao de São Paulo pela sua praticidade, Sóstenes se dispõe a ajudar. 

Ficou confirmada a próxima reunião para o dia 08/12/2004. 

FIM 

Secretária da pauta, anotou tudo e fugiu antes do fim: Fernanda Guimarães.

Colaboraram na pauta: Macleim(escreveu) e Felix Baigon (digitou).



 Escrito por Sóstenes Lima às 23h37
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Fórum Permanente de Música de Alagoas - 2ª parte


Foi citado o termo cadeia produtiva, Gustavo Gomes perguntou do que se tratava? 

O Maestro explicou: trata-se dos diversos segmentos envolvidos com a produção e mercado da música: compositores, músicos, arranjadores, intérpretes, produtores, meios de comunicação, gravadoras, OMB, ECAD, Escola, conservatórios, universidades, etc;

A atuação da câmara se dará também em atividades sociais, (transcendendo ao título), no controle dos direitos autorais, produção musical, reordenando as relações dentro da cadeia produtiva, propondo a restruturação e mudanças na forma de agir da OMB;

 Ao falar em cultura popular o Maestro citou o fandango, o Músico Naldinho pediu a palavra e perguntou porque só o fandango?

O maestro respondeu que tinha apenas dado um exemplo, disse que com o aprofundamento das questões todas às manifestações estariam inseridas no projeto; 

O Cantor Arthur insistiu no tema anterior e perguntou como ficaria às relações com a Ordem? 

- O Maestro falou que esse é dos pontos que já está sendo constituído no fórum paulista e já existe a preocupação em resolver esse problema em todo o Brasil e que esse assunto é uma unanimidade nas discussões em todos os fóruns; 

Teófilo falou das dificuldades que poderão aparecer durante os trabalhos dos grupos, por falta de conhecimentos e perguntou como trabalhar isso? 

Foi sugerido que convidássemos especialistas das diversas áreas que envolvem os fóruns, para dar acessorias aos grupos de cada tema;    

Mais uma vez foi citado a importância das reuniões em todos os estados; 

Perguntaram quem nomearia a comissão da câmara (geral)? 

O maestro disse que seria o governo, através do Minc e que haverá um diálogo entre o governo e os artistas porque o país passa por um momento importante e a cultura também está inserida nas questões econômicas, por gerar empregos, renda e impostos e os fóruns são legítimos representantes da classe (têm poder de representatividade); 

O Maestro disse que nenhuma proposta será definitiva até o encontro nacional que será realizado em São Paulo no final desse mês ou em outra data a ser acertada;

  Allan Bastos perguntou de que forma Alagoas poderá acompanhar o desenvolvimento da sua câmara? 

Felix Baigon respondeu: cadastrando-se (deixando o nome, e-mail, ou número do telefone na lista de presença passada na reunião); 

Gustavo Gomes perguntou:

Quantos representantes a câmara terá? 

O Maestro explicou que será formada de seguinte maneira: 50% pelos músicos 50% pelos outros representantes da cadeia produtiva e repetiu que terá seis meses para diagnosticar os problemas existentes e colocá-los por em discussão. Porém o fórum será permanente até que sejam resolvidos os todos os problemas; 



 Escrito por Sóstenes Lima às 23h31
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Fórum Permanente de Música de Alagoas - 1ª parte

 


Fórum Permanente de Música de Alagoas

 

1º Encontro dia 01/12/2004 às 20h00 no Teatro SESC Jofre Soares.  A mesa foi composta da seguinte maneira:

 

Amilson Godoy – Representante do Fórum Permanente de Música de São Paulo;

Tony Câmara – Representante da AMUSA – Associação dos Músicos de Alagoas;

Regina Cajazeira – Musicista e Professora de Música da UFAL (Univ. Federal de Alagoas);

Fernanda Guimarães – Cantora, Compositora e Musicista;

Macleim – Compositor e Músico, representante da Sec. Estadual de Cultura de Alagoas;

Felix Baigon – Baixista e Produtor Musical, representante do SESC/AL.

 

O Maestro abriu os trabalhos falando sobre o Fórum de São Paulo, leu um resumo das últimas reuniões e leu também a carta de São Paulo na íntegra;

Fez um relato do fórum do Rio do Janeiro que já vinha se reunindo há quase um ano e se colocava como o representante nacional de toda a categoria;

 

Os Músicos de São Paulo do Rio se reuniram em Novembro/2004, na presença do Ministro Gilberto Gil w ouviram  do mesmo que seria  necessário a criação de  fóruns estaduais e a implantação de uma câmara setorial de música que teria 6 meses para agir criando os grupos de trabalho, discutindo às idéias  e  encaminhando - as ao Minc;  e que se os músicos mostrassem competência seria criada a agência Nacional de Música (idéia proposta pelo governo).

 

O ministro dá um prazo de 15 dias para lançar a o projeto pelo país, o prazo é contestado e fica prorrogado para Dezembro, sem data definida.

 

São Paulo elabora a sua carta que é levada ao Rio de Janeiro, sendo muito aplaudida durante a sua leitura;

 

A carta  ganha a adesão de diversos estados pelo seu conteúdo e por reunir idéias comuns aos mesmos;

 

O Maestro fala que agora o espaço também está aberto para perguntas, com o tempo de apenas dois minutos para cada;

 



 Escrito por Sóstenes Lima às 23h21
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Para entender o Fórum Permanente de Cultura - Fatos anteriores - Parte 1


Gil lança câmaras setoriais para cultura em São Paulo - O Estado de S. Paulo - 26/10/04

Mãos à obra, vamos trabalhar! Com essa convocação, o ministro da Cultura Gilberto Gil encerrou ontem, no final da tarde em São Paulo, encontro que serviu de plataforma de lançamento para câmaras setoriais nas áreas de música, literatura, artes cênicas e visuais. O ministro estava acompanhado de representantes de cada um desses setores, que chamou de "Mincboys" e "Mincgirls", como o secretário executivo Juca Ferreira, o presidente da Funarte Antonio Grassi, além de Ana de Holanda, Pedro Correa do Lago, Sérgio Sá Leitão e Xico Chaves. "Estamos chegando atrasados, mas foi o tempo necessário para a maturação, para que se chegasse à idéia da criação das câmaras", disse o ministro. Estavam presentes diversos expoentes da música, do teatro e das artes plásticas, como Naná Vasconcelos, Ziraldo e Cristina Pereira.

A criação dessas câmaras, para o ministro, é o atendimento dos artistas que vêm se organizando e elaborando planos de política cultural para suas áreas, como já existe com bons resultados no cinema. "Obrigado pela boca no trombone, por terem trabalhado. É assim que a gente escuta o grito de vocês", agradeceu o ministro. Entre o que deverá ser estudado estão a regulamentação da lei do livro, a volta do ensino obrigatório de música nas escolas, arrecadação de direito autoral, pirataria, fomento para produção, contando com a diversidade nacional. Em 15 dias o governo anuncia a composição das câmaras e o cronograma inicial.


Sobre o tema. Ver os seguintes links:

http://www.abert.org.br/D_mostra_clipping.cfm?noticia=20294

http://www.sindmusi.com.br/jornal/materia.asp?IDmateria=20

http://www.porentrelinhas.blogger.com.br/2004_11_07_archive.html

http://www.noolhar.com/opovo/vidaearte/420585.html



 Escrito por Sóstenes Lima às 22h54
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[ ver mensagens anteriores ]


 


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